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DERSA transporta 23 toneladas de madeira para reconstrução de comunidade histórica

Vila de pescadores da Ilha do Cardoso está quase desaparecendo por causa de erosão; ferryboat auxilia no transporte de material para erguer as novas moradias

São Paulo, 6 de junho de 2017 – A DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A colocou um ferryboat à disposição da comunidade da Enseada da Baleia, que precisa construir, o quanto antes, novas moradias para famílias que vivem na Ilha do Cardoso. Com a alta das marés, há o risco de rompimento de uma faixa de areia que divide o Canal de Arapiraca e o mar aberto, deixando submersa uma área hoje ocupada por nove famílias e 27 moradores que precisam se transferir para um local seguro e habitável.

O FB-Icapara, embarcação que opera na Travessia Cananéia/Continente, tem agora a importante missão de transportar 23 toneladas de madeira, que serão utilizadas na reconstrução. O vilarejo de pescadores existe há 170 anos e hoje está ameaçado por um processo erosivo iniciado na década de 1940, e intensificado nos últimos anos.

Resultado de uma apreensão feita no Guarujá, a madeira que levará esperança à comunidade foi doada pelo Ibama, com apoio do Ministério Público Federal. Como a comunidade não dispõe de recursos financeiros para custear as despesas com o transporte do material, a Associação dos Moradores da Enseada da Baleia pediu ajuda à DERSA.

A balsa que transporta essas madeiras já fez duas viagens, uma em 27/5 e outra em 3/6 , faltando apenas um carregamento, que será providenciado nos próximos dias.

Conheça a comunidade
A Enseada da Baleia é uma comunidade caiçara localizada na porção sul da Ilha do Cardoso, em Cananéia/SP, acessível apenas por barco. O nome é inspirado na aparição frequente de baleias, já que a região é rota de migração do animal. Com 170 anos de existência, a vila é hoje povoada por nove famílias que vivem da pesca artesanal e do turismo.

Outra fonte de renda é a produção de sacolas ecológicas e confecção de peças de roupas sustentáveis, aproveitando redes de pesca descartadas no mar.

O processo de erosão
A Ilha do Cardoso, onde a comunidade se localiza, vem sofrendo há décadas com o processo de erosão que compromete o território. Até março de 2015, verificou-se, em média, 1,5 metro de erosão por ano. Entre 2015 e 2016 o processo foi acelerado e a faixa de areia que separa o canal do mar aberto foi reduzida de 22 para 12 metros. Para piorar, com a forte ressaca ocorrida nos dias 29 e 30 de outubro de 2016, a faixa de areia praticamente sumiu, ficando reduzida a apenas 2 metros.